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Dodge
R/T de 390 cavalos
Para fazer um Dodge Charger R/T andar forte não é preciso fazer
muita coisa, mas tirar de seu motor 390 cavalos, aí sim já fica
um pouco mais difícil. Só que o apaixonado por “veoitão”,
André Carrillo, um comerciante de Santo André, na grande São
Paulo, topou o desafio e resolveu fazer seu carro andar um pouco
mais e principalmente mais rápido. Não é a toa que já chegou
em segundo lugar no campeonato paulista de arrancada na categoria
TTO (tração traseira original).
Junto com o
preparador Isaac, André começou as diversas modificações no
motor mas fez questão de manter diversos componentes originais,
como bielas, pistões e virabrequim.
No
câmbio nada foi feito e apenas o diferencial teve sua relação
encurtada para 3,90:1. O trabalho todo começou pelo cabeçote,
onde foram instalados balanceiro regulável, válvulas maiores
molas de maior carga, o comando
de válvulas é da Mopar de 324 graus e o coletor de admissão da
marca Edelbrok modelo Torker 2.
Para
alimentar tudo isso, André colocou um Quadrijet de 750 cfm e
bomba de combustível de competição própria para metanol, ambos
da Holley. Para “por fogo” em tudo isso foi usada uma bobina
Mallory Promaster e distribuidor MSD, com cabos de vela também da
MSD. Um módulo MSD modelo 6AL também foi instalado, as velas da
NGK são mais frias que as originais. Para dar maior vazão aos
gases da queima do metanol, canos dimensionados da Paulinho
Escapamentos foram providenciados. E esse trabalho de escapamento,
muitas vezes esquecido por preparadores, deu não só um melhor
rendimento ao motor, como também conseguiu um ronco forte que
parece música para quem gosta de V8.
Por
dentro pouca coisa mudou, mantendo o luxo e o conforto que só os
Dodges ofereciam naquela época. De diferente mesmo, apenas o
conta-giros monster até 10.000 RPM instalado em cima do painel
com o grande shift-light. Também estão lá os indicadores de
pressão de óleo, combustível e temperatura de água, todos da
linha Autometer Sport Comp.
Quem
vê o Dodge de André Carrillo, andando calmamente por ai, é bem
provável que nem vai notar a cavalaria toda que ele tem. Por fora
o carro é totalmente original, inclusive a cor e a capota de
vinil. Apenas duas coisas podem chamar a atenção: o estreito
pneu dianteiro e o pequeno “pacote”, na verdade o pára-quedas
preso na traseira do carro. Fora isso, nada
foge à originalidade do modelo fabricado em 1976.
Agora
quando André resolve forçar um pouquinho o pedal da direita, aí
sai da frente porque o carro anda e anda muito. Logo na arrancada
os pneus fritando deixam vários metros de marca no asfalto e
depois ainda tem mais quando troca para segunda e terceira.
Daí
para frente já não dá mais para ver pois o carro já está bem
longe, só se escuta o ronco forte do motor.
A
prova da força toda deste motor foi comprovada no dinamômetro da
Funari Automotiva, de São Paulo (11 6591-1795). O Dodge alcançou
exatos 390 cavalos (312cv chegam efetivamente às rodas) e atingiu
a velocidade máxima de 220,4 Km/h. Só não podemos esquecer que
com todas as modificações que recebeu, o Dodge pesa 1.580 Kg.
Mas
André diz que ainda não está contente e promete muitas
novidades. “Até o fim deste ano o motor do meu carro vai estar
ainda mais forte com alguns equipamentos que pretendo colocar”.
Bem, com esta afirmação, é bem provável que em breve a potência
esteja passando dos 400 cavalos. É só esperar.
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